
Continuando nosso assunto, vamos analisar um outro caso: as férias de verão. Quem nunca teve que viajar com a família para o litoral? Eu nunca entendi a lógica disso. O cara leva a família para passar o Reveillon na praia. Seria ótimo, caso TODA A POPULAÇÃO de São Paulo não tivesse a mesma intenção. O cara quer passar uns dias de boa, tranqüilo, para descansar do stress da cidade grande.
Pois bem, só para chegar ao litoral ele leva 10 horas em uma viagem que em períodos normais levaria 1 hora e meia. A estrada está congestionada. Você olha para o horizonte e até onde a vista alcança o que existe é uma fila imensa de carros parados. E você ainda tem uns 150 quilômetros à frente.
Quando chega finalmente ao seu destino, vê que sua paz é uma utopia. Você vai passar o dia na praia e com certeza passa por algumas destas situações:
- Está tudo tão lotado, que não tem espaço na areia para você se sentar;
- A água deixou de ser água faz tempo e está mais para esgoto;
- Você entra na água e vê um cocô boiando;
- Não sabe se aquele líquido onde está imerso é água mesmo ou a somatória do xixi dos banhistas;
- A água está batendo em sua canela, mas está tão suja que você não consegue enxergar seu pé.

De manhã, você vai à padaria e nota uma enorme fila, digna de quinto dia útil de banco, e percebe que é a fila para comprar pão. O pão acaba antes de chegar a sua vez. Vai ao mercado local que também está lotado. Não tem água onde você está hospedado, porque houve uma demanda muito grande; então se você quiser tomar banho, desista. Está tudo superlotado e você não tem sossego. Na volta, novamente trânsito difícil, pois todo mundo sempre retorna no mesmo dia e horário. Você chega em casa mais estressado do que quando saiu.
QUAL É A LÓGICA, meu Deus, de se fazer este programa de índio? Por que o paulistano se submete a tal sofrimento? Não é melhor ir ao litoral fora destes períodos?
Chego a duas conclusões: ou as pessoas são muito masoquistas ou muito burras mesmo.
Alguém aí disse “os dois”?
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