Tolerância Zero
HADOUKEN!!!

Caríssimos, hoje acordei com esta palavra na cabeça. Não me perguntem por que nem como. Aquele poder que o Ryu (o Ken também?) lançava em seu adversário no Street Fighter, sabe? Ele chegava e gritava: “Hadouken!!!”. O foguinho saía das mãos dele e PÔW!!! Derrubava o oponente.

No mundo real, o hadouken seria maravilhosamente utilizado nas pessoas sem noção. Quem não se deparou pelo menos uma vez ao dia com alguém assim? Aquele indivíduo chato, que não se toca, não tem desconfiômetro, e vive com um único propósito: atrapalhar a vida de quem tem o que fazer. Se pudéssemos selecionar as pessoas sem noção das outras, criaríamos uma nova espécie, e a raça humana estaria realmente ameaçada de extinção.

Muitas vezes a burrice é um fator que parece estar intimamente ligado à falta de noção. Quem nunca presenciou cenas típicas como essas:

- Você está no mercado, é o próximo a passar suas compras no caixa; exausto pelo dia de trabalho, quer ir logo para casa. A anta que está passando as compras antes de você emperrou o bom andamento do caixa porque o marido dela se lembrou de comprar mais alguma coisa. O sem noção foi buscar a mercadoria, mas deve ter se perdido no caminho. Não, acho que ele parou para tomar um cafezinho. Mas o que EU tenho a ver com isso? A anta não podia deixar alguém passar na frente, já que o marido não estava lá? O negócio é chegar na idiota e HADOUKEN!!!

- Você sai de casa atrasado para o trabalho e nota que alguém estacionou o carro bem na frente do seu portão e está batendo papo com a vizinha. Você então abre o portão e fica com as mãos na cintura encarando o dono do veículo, que vem retirar a porcaria do carro com um sorriso amarelo. Cadê o funcionário do CET para multar este féla? Ele tem a rua inteira onde pode estacionar, por que justo na frente do meu portão? HADOUKEN no mané!!!


 

- Você está na fila do auto-atendimento do banco. Tem só uma pessoa na sua frente, que está usando o equipamento. Você observa que a desgraçada inseriu o cartão mil vezes na máquina, digitou a senha outras mil vezes e repetidamente colocou as mãos na cabeça. No final, você acaba se oferecendo para ajudar. Não porque você é misericordioso, mas porque senão a mulher não sai mais de lá. Aí você acaba descobrindo que ela estava usando o cartão do Bradesco no caixa do Itaú.  Hadouken!!!

- Você é o caixa do banco e vem aquele cara com uma conta que você não recebe. Não tem jeito, o sistema do seu banco não recebe aquela conta. O cara fica insistindo, enchendo o saco e tem ainda a cara de pau de dizer: “mas NO MÊS PASSADO eu paguei aqui”. Você olha para ele, dá um sorrisinho e… HADOUKEN!!!

 

Quem nunca teve vontade de chegar naquele sem noção que só faz encher a paciência e mandar ele para bem longe com um hadouken?

 

Hadouken rules!!!

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Eis a solução!

Quem já assistiu este filme? É mais um desses roteiros sobre catástrofes, onde a humanidade quase se extingue, mas se salva no final. Não vou entrar em discussões sobre a qualidade do filme, mas vocês se lembram daquelas máquinas dos alienígenas, aqueles robôs de três pernas, que disparavam um laser que desintegrava as pessoas? Era uma zipada e puft… A pessoa simplesmente era vaporizada, só sobravam as roupas, que vinham caindo até o chão.

Olha, não quero assustar ninguém, mas tem dias que saio do trabalho desejando muito estar no comando de uma destas naves e sair disparando o laser em alguns lugares e pessoas. Seria uma terapia excelente. Calma, gente, sou da paz (acho)… Na verdade, imaginem a utilidade de uma máquina destas nos dias de hoje:

- Você lê os jornais e todas as falcatruas de Brasília: mensalão, escândalos, dinheiro na cueca, nas meias… Aí encontra a solução. Vai com uma máquina alienígena destas e zap!!! Acabaram-se os problemas, apenas teremos eleições mais cedo, hehehehe…

- Você está no congestionamento de São Paulo numa sexta-feira, véspera de feriado prolongado. Tudo parado, mas quando o trânsito anda um pouquinho, o cara que tá dirigindo na sua frente é daqueles que leva horas para tirar o carro do lugar, e quando finalmente se mexe, já entraram uns dez carros na frente dele e o resultado é que você não saiu do lugar. Solução? Zap nele!!!

- Você está na fila do banco e tem um imbecil no único caixa que está atendendo e o indivíduo resolve pagar todas as faturas de cartão de crédito que vão vencer nos próximos 6 meses. O detalhe é que todas estão ainda no envelope e o desgraçado calmamente vai abrindo um por um, analisando a fatura para decidir o quanto vai pagar em cada uma. O que fazer? Você entra com a tal máquina alienígena no banco e… zap! no cliente sem noção. Aproveita para dar uma zipada no gerente do banco também.

Ah, se esta máquina alienígena existisse…

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O quinto dia útil

Tá bom, eis algo que se não é pior que casamento, chega bem perto. Fila de banco. E em quinto dia útil. Para quem não sabe, quase a totalidade dos trabalhadores de São Paulo recebe no quinto dia útil do mês. Muitos aposentados também. E aí vai todo mundo para a fila do banco. Não adianta a gente dizer que hoje em dia existe o auto-atendimento, a internet e os horários alternativos. A pessoa quer ir ao banco no horário comercial, com um monte de contas para pagar e para levar o restante do salário no bolso. Não adianta também a gente dizer que é arriscado, que no quinto dia útil está cheio de meliantes à espreita nos arredores da agência.

Hoje em dia só fica em fila de banco quem quer.  Acreditem: o auto-atendimento, a internet, o telefone, o débito automático, etc. não são instrumentos terríveis que o banco usa para roubar seu dinheiro. São facilitadores que poupam horas do SEU dia. Não, o funcionário do banco não vai perder o emprego se você começar a usar estes canais. Ele vai perder se você NÃO usar, hehehe. E acreditem também: o funcionário do banco ODEIA o quinto dia útil. Porque ele tem que ter sangue de barata, muitas vezes não consegue sair para almoçar, tem que se desdobrar para conseguir cumprir todas as suas tarefas e no fim do dia está com uma baita dor nas mãos e nos braços devido às horas de digitação ininterrupta. E é justo em um dia desses que você, pobre mortal, precisa ir ao banco para fazer justamente o único serviço que não pode ser feito no auto-atendimento, internet ou telefone. Chega na agência e tem vontade de chorar. Mas, querido leitor, jamais xingue o caixa do banco; ele, mais do que você, não vê a hora de se livrar daquele povo todo.

A propósito, há coisas que nunca se deve dizer a um caixa de banco. Mas isto é assunto para uma próxima oportunidade.

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O Casamento

                                                                                                                                                                                                             

Tem coisa pior que o casamento? Ah, sim, verdade, tem guerras, poluição, terrorismo, aquecimento global… O casamento vem a seguir. Duvida? Cara, é muito raro, muito mesmo, encontrar um casal onde pelo menos uma das partes não sinta falta da vida de solteiro. É sério. Todos dizem que eram felizes e não sabiam. Imagine só: você mora sozinho, tem uma faxineira que vem uma vez por semana limpar o apartamento. Você chega em casa na hora que quer e pode se dar ao luxo de tomar um banho, fazer um sanduíche e comer enquanto assiste televisão. Ninguém vai te incomodar dizendo que precisa limpar isso, arrumar aquilo, ir ao mercado, trocar o chuveiro, levar os filhos para a escola, lavar a louça, etc., etc., etc. Depois você pode terminar seu dia lendo um livro, estudando ou simplesmente sentado em sua poltrona enquanto se delicia escutando seu CD preferido.

Aí você põe na cabeça a ideia (idiota, reconheça) de querer arrumar alguém. A outra metade da laranja. A tampa da panela. Sai pelo mundo procurando seu par. Você vai achando que só assim sua vida vai ser completa, feliz, satisfatória, e fica acreditando que é uma pessoa triste e solitária. De repente, você arruma alguém, nem casou ainda, mas já se vê frente às seguintes situações:

- Você quer jogar bola com seus amigos e seu par fica de bico;

- Você quer dormir até mais tarde e seu par fica de bico;

- Você quer ficar em casa, não quer ir para lugar nenhum no final de semana, e seu par fica de bico;

- Você quer passar o Natal na praia e seu par fica de bico;

- Você faz aquele sanduíche caprichado que tanto gosta e seu par fica de bico;

- Você vai para o micro terminar algum relatório do trabalho e seu par fica de bico;

- Você tenta fazer de tudo e seu par fiica de bico;

- Você não faz nada e seu par fica de bico.

Querido leitor, faça uma experiência. Lembre-se de como era sua vida antes de casar e compare-a com o depois do casamento. Verifique se suas dívidas e mau-humor cresceram e se sua liberdade diminuiu. Calcule o número de vezes que você precisa fazer coisas que não quer, ir a lugares que detesta e ver pessoas que não simpatiza. Pergunte-se se antes era assim. Se ainda não casou, considere seriamente o que está escrito aqui.

Concluindo: tem coisa pior que o casamento? Ah, sim, guerras, terrorismo, aquecimento global…

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Como você veio parar aqui?

Calma, prezado leitor. Isto não é um insulto. Muito menos um deboche. Eu realmente ficaria muito feliz em saber como o caro leitor chegou a este blog. E já que está aqui, aproveite para liberar um pouco o stress e as irritações do seu dia-a-dia. Porque as minhas irritações não cessam nunca. Parece que todas as pessoas conspiram para tornar o MEU dia cada vez mais intolerável. Não digam que eu é que não tenho paciência. A verdade é que as pessoas nasceram para irritar-se umas às outras. Viver em comunidade é um dom que eu não tenho. E o pior é que por piores que sejam as situações por que passo, alguém sempre acha engraçado e chora de rir. Why? WHY???

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